Os vícios só são entendidos na maioria por quem os tem. Quem os vê por fora critica. Isto entende-se, todos temos os nossos vícios, os nossos são sempre os nossos (não tão maus como os dos outros) . Eu fumava porque sentia um enorme prazer ao fazê-lo. Eu nunca fumei por ver outros, ou por fazer parte de um grupo, eu fumava porque gostava, porque me sentia bem, porque havia momentos que eram cruciais. Fumar a seguir ao jantar, depois de um café, depois de sair para beber um copo, quando havia um nervosismo dentro de mim, quando o sorriso dava lugar a uma lágrima... era um prazer! Quem fuma sabe bem o que estou a dizer, compreende-me. Hoje eu ainda compreendo. E não é por não fumar que vou dizer que não entendo porque o fazem. Sei precisamente a cada passa que dão num cigarro a calma e prazer que temos a noção estar a inspirar... E hoje, depois de dois meses sem fumar, sei precisamente que é contra esse prazer que dia após dia é uma vitória. Não tenho mais consciência agora que antes, e...