Temos sempre alguém que já cá não está. Aqui ao nosso lado. Eu não penso que essas pessoas tenham que ficar lá trás, pelo contrário há quem mereça dar-lhes continuidade. Infelizmente já há umas quantas que a ausência no meu dia-a-dia é deveras sentida. E eu gosto de falar delas, dá-me uma tranquilidade dizer o que sinto, a falta, a saudade, o sentimento, talvez muito daquilo que SEMPRE fica por dizer. Não gosto muito de falar delas a outros, há coisas que são nossas e ninguém as entenderá. Hoje quero falar, melhor dizendo desabafar, do J. daquele J. que sempre me lembro, sempre me rio e sempre dá um aperto uma lágrima por tudo. E vai dar. O J. era um apaixonado pela vida, tinha um sorriso presente e dizia tudo o que sentia, não tinha problemas, era demasiado espontâneo, impulsivo, amigo, amoroso. Um dia roubou-me um beijo eu dei-lhe uma chapada. Não, não fomos namorados, ele era um eterno apaixonado pela pessoa que eu era na altura. Fomos muito amigos e eu tinha nele um amigo para a vi...