AMO-TE!

Esta palavra está de uma tal banalidade que perdeu aquilo que sempre a caracterizou. Perdeu o impacto de tanto que a usam. Perdeu o sentido único, pleno, a grandeza, o carinho, o amor, o sentimento que devia carregar. Por tudo e por nada Amo-te. Para agarrar Amo-te. Para mentir melhor Amo-te. Para ajudar a amolecer o coração Amo-te. Para pedir perdão Amo-te. Para confundir Amo-te. Para combater silêncios Amo-te. Para levar para a cama Amo-te.


Esta nova geração de pitas então gasta a palavra tipo discos pedidos em modo repeat. Amo-te melhor amiga, Amo-te Cátia, Amo-te Bárbara, Amo-te Maria, Amo-te Antonieta, and so on and so on...


Esta banalidade constrange-me.

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