Após quatro dias de (borga, noite, poucas horas de cama) dolce fare niente , levantar cedinho custa como um raio, mesmo que seja terça, mais me parece segunda, logo tem karma de segunda-feira! Levantar-me com chuva torrencial, sair de casa e apanhar quinhentas e trinta e duas molhas, a correr de saltos, não é o começo de dia que ninguém sonha, de todo! Mas o melhor, o melhor mesmo é em cinco minutos de conversa com alguém antes de ir trabalhar, diz-nos o que sabe da nossa vida, morando quase do outro lado do mundo e estando cá apenas há uns quatro dias, sendo a primeira vez que me aparece à frente. Ninguém merece. Ninguém merece que haja pessoas que vivam a nossa vida quase mais que nós mesmos. Que eu já esteja habituada a esta cusquice alheia, mas porra, a milhas de distância chegar cá e saber dizer-me que sabe isto e aquilo, oh pá!!!