Haja santa ignorância.
Das duas três, ou não iam todos, ou iam em massa, ou ia metade! Foi mais ou menos assim, parece que (quase) metade do país está-se a marimbar de fazer utilidade da sua pessoa para o que quer que seja. Eu sei que mudando-se ou não, o cheiro do que vai lá parar é o mesmo. Mas num dia em que há direito ao voto e metade de um país na situação que se encontra, não de crise, mas de manifestações e de reclamações não o exerceu não há muito a dizer. Ganha a abstenção. Isto é outra das coisas que me causa urticária. Mesmo!
ResponderEliminarEnquanto as pessoas não pensarem pela própria cabeça e deixarem-se levar pelo que a comunicação social diz, este país tem o que merece. Andamos há 35 anos a votar nos mesmos 5 partidos, os mesmos que controlam a comunicação social e a manipulam à sua vontade. Criam-se casos, criam-se ministros e presidentes da república. Criou-se o slogan do sócrates mentiroso, como se eles não fossem todos iguais.
O povo sempre gostou de espectáculos de linxamento público, de sangue e ontem foi a apóteose total. Fico triste quando vejo comentários altamente depreciativos e puro "enxovalhamento" à pessoa que ainda é o primeiro ministro. Ainda há muito brutinho por esse país fora. É por causa desses que gente decente e competente não vai para a política, porque não está para ver o seu nome e da sua família enxovalhado na praça pública. É o que dá quando alguém tenta mexer nas coorporações que existem em portugal, professores, juízes, médicos, funcionários públicos, polícia e transportes públicos e privados. Nunca me lembro de um candidato derrotado, ou ex-primeiro ser interpelado em plena declaração de derrota, por uma pergunta como a que a mesquinha da jornalista da TSF, também ela ávida de sangue e de minutos de fama, dirigiu ao ainda primeiro ministro português. Tive vergonha de perceber ao que o meu país chegou: vale tudo na comunicação social para ter os seus minutos de fama e subir na vida, nem que para isso se desgrace por completo a dignidade de uma pessoa que pelas circunstâncias da vida, passou a ser figura pública. É por isso que muitas das vezes os "casos" nunca têm fim e resolução, porque nunca tiveram principio. Nunca existiram. Fazem-me lembrar aquelas conclusões precipitadas que se tiravam no intervalo da escola quando era adolescente, e que se criavam "casos" que rebentavam com a imagem de qualquer "bensoca" que passava a ser a maior putéfia. Essa ânsia dos jornalistas em arranjar notícias bombásticas, em que vale tudo e nada se tem, são o que de pior o país tem.
Espero sinceramente que o malfadado caso freeport não dê em nada, primeiro porque nunca acreditei nele. Segundo porque mesmo que Sócrates tivesse recebido alguma coisa, seria justo. Aquilo era um antro de marginalidade, de sucata envelhecida de fábricas abandonadas sem descontaminação de solos, mesmo ao lado dos sapais do tejo. E melhor, é que foi pago pelos ingleses!!! Querem melhor do que isto?? Mas isso não interessa à comunicação social, tal como não deram ênfase às conclusões da polícia inglesa: foi o intermediário inglês que se açambarcou com a massa.
Conclusões e perdoem-me talvez a fraca memória:
Era cavaco: Lembro-me do CCB, do plano nacional de auto-estradas, ponte Vasco da Gama e Expo98, e de os funcionários do estado passarem para o dobro. (foi só gastar dinheiro que agora devemos)
Era Guterres: nada de especial, muito pouco. Mas é justo dizer que, sendo que Alqueva tinha sido lançada na era Cavaco, foi neste governo que se decidiu e se forçou e financiou a conclusão do mesmo. Já o Euro2004 acaba por não ser decisão do governo. Mas isso tb não interessa à comunicação social.
Era Durão Barroso/Santana Lopes: perdoem-me a memória mas só me lembro de uma notícia em que o Santana tinha comprado um carro blindado de 500mil euros, que depois ninguém sabia o que fazer ao carro, pois só davam 120mil por ele em leilão.
Era Sócrates: vou-me lembrar dos 2% de aumento do salário dos funcionários Públicos em 6 anos, e do corte de 5% recentemente. Vou-me lembrar do programa simplex que hoje permite muitas funções através da internet. Vou-me lembrar do programa e-escola que permitiu aos miúdos (e professores) terem computadores e internet. Vou-me lembrar do Magalhães, que muito gozado, mas serviu para pela primeira vez portugal ter um empresa de componentes informáticos a exportar. Vou-me lembrar do Cartão do Cidadão, que apesar de ainda não estar a ser usado em todas as suas potencialidades será sem dúvida uma boa medida. (continua)
ResponderEliminar(continuação) .. Vou-me lembrar do Portal das finanças, que hoje permite evitar muitas deslocações aos terríveis serviços. O imposto de circulação, que evitou a sempre chata compra do selo e tornou-o mais justo, pois havia muitos chicos-espertos que não o compravam. Agora todos têm de o pagar. Recentemente o recibo verde electrónico, vai permitir menos fugas aos impostos, mas também facilidade ao utilizador e informação, agora não há enganos sobre que regimes é que se aplicam.
Vou-me lembrar das milhentas "ventoinhas" que invadiram o país. Sim os aerogeradores são inestéticos, mas necessários. Mas o investimento demora 8 anos a recuperar. Mas se hoje poupamos 500milhões/ano em energia eólica a "Socas" se deve.
Vou-me lembrar da reforma da segurança social que passou de falida a tábua de salvação, quando ponderaram desviar o dinheiro para a dívida pública.
Vou-me lembrar das novas oportunidades, que se é verdade que por vezes mal aproveitadas, também é verdade que serviu para abrir oportunidades para as empresas portuguesas. É que muitas das empresas nacionais não conseguem ganhar negócios estrangeiros por falta de um "papel" que "qualifique" os nossos trabalhadores. Isso aplica-se a um soldador, um ladrilhador, um servente, um pescador, um electricista um canalizador, um motorista etc. Um papel que todos sabemos que não faz um trabalhador melhor ou pior, mas que, principalmente em espanha, servia de pretexto para a exclusão das empresas nacionais.
Vou-me lembrar que muitos dos Hospitais que foram remodelados, apenas o foram graças à parceria público-privado. E só quem nunca precisou de um hospital público é que pode achar que os nossos hospitais não precisavam de uma reabilitação total, até pelos custos energéticos que acarretam. Haverá sempre, erros de projecto e concepção, mas o princípio parece-me bem.
Vou-me lembrar do programa Parque Escolar. Porque tive aulas numa escola de pré-fabricados, que eram um gelo e que chovia dentro da sala. Existem escolas que não é só uma questão de conforto, mas de higiene e segurança.
Vou-me lembrar da Avaliação dos Professores que até então ao final de 3 anos eram promovidos, independentemente das nulidades que alguns eram. E vou-me lembrar que voltou a prova do 9º ano, ainda tímida porque a Comunicação Social e oposição fizeram dela um bicho de 7 cabeças. Tenho pena que não tenha um peso mais significativo na avaliação dos alunos e professores.
Ou seja, pode muita coisa ter ficado por fazer, porque o país precisava de mais e pode muita coisa não ter tido os resultados que se esperavam. Mas uma coisa é certa, fez-se alguma coisa e tentou-se fazer, esbarrando nos interesses corporativos aliados à Comunicação Social (sangue). O reflexo de algumas das medidas tomadas só aparece anos mais tarde e por isso o povo não perdoa, porque quer resultados imediatos.
Espero ardentemente que o novo primeiro-ministro tenha a mesma determinação e coragem que o agora "vilão" "Socas" teve. Porque muitas coisas mais precisam de mudar. Se acredito? Sinceramente não.
Já se sabe que nestas alturas é-se preso por ter cão e não ter. Se o "Socas" tivesse continuado era enxovalhado, se se demitisse:era enxovalhado. Se não tivesse ido a eleições era cobarde, indo é arrogante e ditador. Enfim. Eu, eu banal cidadão português acho que ao contrário do que muitos boatos tentaram insinuar, o tipo mostrou ter tomates e ser um Homem de H grande. Primeiro porque sabia, que se não fosse a eleições ia outro "camarada" comer com o azedume popular que ele tinha criado, ou seja salvou um colega de ser chamuscado. Segundo porque teve ontem, na minha opinião um discurso de vencido dos melhores que tenho visto. Alguns até mandam o testa de ferro falar.
Por último, um bem haja para a Madeira, onde se registaram votos em pequenos partidos e onde o povo agradeceu a Socas a ajuda e respeitou-o (menos de 50% no psd). Contrariamente tenho vergonha de ser Transmontano. 25 anos depois de elaborado o Plano Nacional de estradas, um governo PS f
Como diz o meu pai, há sempre alguém que é o burro de carga, de pancada e é sempre o que está mais a jeito. Calhou ao "Socras". No miudinho de não ir votar está o as pessoas não verem um pouco mais do que está ali à frente. Político que é político comete erros, mente, e não cumpre, apenas uns mais que outros. Uns têm também mais sorte que outros, outros há que levam com o que merecem mais o que não merecem. Este foi num dos piores momentos mundiais o que estava mais a jeito de ser escorraçado e não lhe perdoaram. Mas este que para lá vai, tem cara mesmo de Eu posso, quero e mando. Voces vão votar e eu vou ganhar. Eu quero-te comer e como, estás a perceber? E o que o povo quer é quem tenha a moral toda lá em cima, é quem faça o melhor dos sorrisos a dizer que sim, e depois se te f*der ficas consolado porque foi pelo menos pelo mais moralista, sorridente e diferente que apareceu. É um bocado isto, para mim claro. Mas eu não gosto nada de política e pouco percebo.
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