Dos encontros e desencontros da vida.

Fui criada com ele. Cresci com ele. Com ele vivi uma fase da minha infância que me lembro feliz, divertida. É impossível esquecer momentos que foram nossos de grandes amigos, de crianças inocentes, de irmãos de coração. É impossível esquecer os tombos de skate, as nódoas negras, as fugidas de casa, as asneiras e os puxões de orelha. É impossível esquecer as maratonas de monopólio ou de "Quem é Quem", o futebol ou o jogar à "sueca" ou até as longas partidas de bicicleta, com ele. Não esqueço as longas conversas no pátio, os conselhos, os raspanetes. Depois veio a mudança de país e muito mudou. Não esqueço a moeda da sorte e os anos em que enverguei aquela "aliança da amizade" no dedo. Não esqueço o ter-me ligado em pleno concerto do meu ídolo, depois de me oferecer bilhete e eu inevitavelmente não puder ir. Mais uma vez a distância e tudo mudou. Após cinco anos e meio, o abraço foi espontâneo e bom, sentido. E mais uma vez não nos despedimos, até porque não sabemos quando pode acontecer outro encontro, o nosso até logo é até um dia destes, daqui a uns meses, anos quem sabe?! Muito mudou, menos aquilo a que damos o nome de amizade.

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