Isto não acaba aqui!
Voltei do Sapo Blogs onde estive nos últimos 17 anos alojada com o blog. Espero que me continuem a acompanhar desse lado. Isto ainda está em obras, mas aos poucos vai lá. Partilho o meu ultimo post por lá: " Junho de 2026 Fiz parte deste projecto durante 17 anos e uns trocos. Talvez por isso demorei muito para escrever isto. Tenho em mim um misto de gratidão e desilusão . Sou muito grata por ter estado aqui com muitos sorrisos desse lado tanto tempo com uma vontade de escrever que para mim foi terapia. Mas não posso deixar de ficar desiludida com o processo deste fim imposto a quem ajudou ao Sapo crescer. Assim que alteraram a homepage inicial ficou claro que nós, dos blogues, fomos descartados porque tiraram imediatamente esse destaque. Depois disso a notícia que ia haver alterações nos emails que acho completamente absurdas para quem tem emails há mais de 25 anos e mais uma vez nos encostam à parede. E depois aquele post da equipa mais fixe de sempre, a do Sapo Bogs a dizer i...
"Nunca se morre completamente. Daquele que parte fica sempre alguma coisa a lembrar a sua passagem pelos descaminhos da vida. Seja um fato velho no fundo de um armário; seja a amarelada fotogravura que alguém se esqueceu de deitar fora; seja o gesto que permanece além daquilo que o justifica: a mulher que de manhã continua a procurar na cama o corpo do marido que há tanto tempo já partiu; a mãe que na rua continua a dar a mão ao filhinho que há tantos anos já morreu. Seja ainda uns olhos que repetem o verde de outros olhos; o formato de um rosto que ressurge gerações após. Nada é imortal mas tudo permanece, diria Severino, sua sofismada maneira de desconsiderar a morte." José Eduardo Agualusa no livro "A Conjura" (Leya - Colecção BIS)
ResponderEliminarBeijocas :)
Gostei das palavras! :)
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