Ele há dias e dias...

E depois há dias só porque sim que acordas triste. Com nenhum motivo em específico ou com tantos que te baralham a cabeça e que te sentas na beira da cama, assim meio que encolhida, em que sentes (por mais que tentes que isso não aconteça) as lágrimas a querer chegar e fechas os olhos e pensas: se estivesses cá com certeza seria igual, mas o teu abraço proteger-me-ia do mundo.


E hoje é só isto que penso. É só isto que sinto. Porque tanto foi pela manhã na beira da cama, como no banco do carro ou como na cadeira do estaminé. Hoje é dia de sentir gritos presos na garganta. Mesmo com nenhum motivo em específico ou com tantos que me baralham a cabeça.

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