Eu sou um Super-herói, e tu, não queres ser?



[ Fotografia by Célia Lopes ]


Acho mesmo que já chega de adiarem, de arranjarem desculpas, do hoje não posso, hoje não me dá jeito, ah não sei se eu e agulhas somos compatíveis, do não vale nada sou só mais um e lembrem-se que cada um pode e faz a diferença. Todos temos tempo para o que queremos, se realmente quisermos. E não é história o ajudar hoje por este ou aquele amanhã por nós talvez, não é história porque as coisas acontecem e ninguém, mas ninguém mesmo está livre, não pensem que acontece só aos outros, basta estar vivo e podemos ser nós mesmos a precisar, ou um filho, um irmão, um pai ou uma mãe, um amigo, o nosso amor… tenham a consciência que ao serem dadores podem contribuir para finais felizes, para sorrisos, para lutas com vitórias, para vidas! Está nas nossas mãos ajudar o próximo sem olhar a quem. Eu sou dadora de sangue e de medula óssea e fico sempre triste quando com orgulho o digo e me olham com aquele olhar “Calma, não vais salvar o Mundo”, porque a verdade é que não vou, mas posso salvar o mundo de alguém e haverá algo mais gratificante? Por um Rodrigo que tanto lutou mas infelizmente não conseguiu e por todos os outros que estão a travar essa luta, por todos aqueles que irão travar, sejam dadores. Sejam dadores e passem a mensagem, não fiquem só por passar a mensagem sem sentirem que o devem também fazer.


E como já aqui o disse e volto a repetir, mais que dizer que quem pudesse deveria dar. Mais que dizer que é bom ajudar quem precise. Mais que gostar de dizer-se que se é solidário. Mais que fazer um like no facebook ou partilhar uma mensagem de ser-se solidário é sê-lo. Mais que tudo é ser-se realmente solidário. É fazer o gesto e não enaltecer apenas quem o faz. É ajudar.


Terão sempre uma equipa pronta a tirar todas as dúvidas que possam surgir e a mimar-vos um bocadinho se precisarem. Esta é uma causa não minha, nem tua, mas de todos nós.


Ajudem! Sejam dadores!

Comentários

  1. Dei sangue pela primeira vez na mesma semana que fiz 18 anos. Era um sonho que tinha, ser dadora. E é como dizes, podemos não salvar o mundo, mas salvamos a vida de uma pessoa e damos mais alegria a todas aquelas que estão à sua volta e isso enche-me de orgulho.


    Sempre que vou dar sangue ando quase uma semana a dizer a toda a gente, e também reparo em certos olhares estranhos e outros que ignoram por completo a minha atitude. Detesto isso.  Gostava de ver como reagiriam se elas ou alguém próximo precisasse de sangue e não tivesse.

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    1. Mesmo que não tenha conseguido levar amigos, consegui levar a minha mãe comigo uma altura e desde então foi sempre. Sinto orgulho como da primeira vez, porque é uma maneira de ajudar sem olhar a quem. As pessoas não ligam porque directa ou indirectamente nunca precisaram, é sempre assim, infelizmente...

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