Perspectivas da merda que é, partires o coração!
" [É sempre assim. A ressaca amorosa não é melhor que a ressaca de alcóol. No dia seguinte, quando acordamos com a maldita dor de cabeça, juramos sempre que não voltamos a beber; da mesma forma que depois de um desgosto amoroso juramos a pés juntos, que nunca mais nos voltamos a apaixonar.
Eu acredito na teoria da substituição como terapia. Arranjar outro entretenimento masculino que nos distraia e faça dispersar a nossa atenção pode não ser a solução definitiva, mas aligeira o pensamento obsessivo face ao trafulha que nos magoou.
Passar a teclar no msn com outro tipo que nos alimenta o ego em vez de passar o tempo todo a olhar para o telemóvel à espera de uma porcaria de uma sms é muito mais produtivo. Ir jantar fora com um potencial candidato em vez de desatar num pranto de cada vez que vemos o episódio em que a Meredith da Anatomia de Grey descobre que o Derk é casado é muito melhor para o ambiente: poupam-se clinex. Mais ainda, fazer o amor com um tipo atraente e sedutor em vez de nos arrastarmos pela casa de roupão é muito melhor para a auto-estima.
Se fizessemos um referendo acerca da melhor estratégia de superação de uma desilusão amorosa eu não tinha dúvidas: votava na teoria da substituição.
Comigo resultou sempre. Quando acabei com o meu namorado de um ano e meio num dia 20 de Março bati o meu record: estive 4 dias a curtir a fossa, a ouvir Celine Dion ("All by myselffffff...") e a escrever poemas adolescentes num diário com florzinhas. No dia 24 comecei a namorar com outro marmanjo, que troquei emocionalmente passados mais um par de dias após nova ruptura.
Resultou tão bem esta teoria da substituição que passei a odiar Celine Dion e nunca mais tive diários. E se voltar a estar livre e desimpedida, voltarei a desbloquear contactos antigos no msn, deitar fora os dvd's da parva da Grey e voltar à luta.
E programarei a minha máquina de lavar emocional para voltar a trabalhar em centrifugação. Porque um coração bem lavadinho, passa por novo.] "
Pólo Norte no seu "Quadripolaridades"
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