I really try...


Arruma-se o necessário dentro do desarrumado. Deixa-se a lareira com a última lenha já quase a apagar-se. Come-se mais um doce. Olha-se a mesa e a sala numa de despedir-se. Já sem barulhos, sem sorrisos, sem vozes. Atenta-se nas luzes de Natal e no segundo antes de desligar as luzes da sala a lágrima no canto do olho aparece. Fecha-se a porta. O quarto está frio. Fecha-se a janela, entramos na cama e o teto parece um horizonte infinito. Nem mesmo o espírito de natal fez com que, o facto de ter entregado o coração a alguém, agora ele se abra. Está fechado. Nada entra nada sai. Não há luzes que o façam brilhar. Não há amigos que tirem a dor. Não há família que o embale. Não vale a pena encontrar trezentas e cinquenta e seis coisas para o ocupar porque o pensamento vai lá direitinho.

Comentários

  1. Que esse pensamento passe rapidamente e dê lugar à alegria.
    Boas festas 

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    1. Oh Joana isso é que era. Mesmo!

      Espero que tenham sido umas boas festas, bom ano!

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  2. Partilho deste sentimento há demasiado tempo... :* A solução constrói-se devagar dentro de nós... tão lentamente que dói a cada passo e parece que nunca mais passa. Mas um dia passa, ou adormece.

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    1. Bem-vinda!

      Eu espero que sim, e sei que o tempo ajuda, mas tambései que esse tempo pode levar muito tempo...

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