Do(s) dinheiro(s) que desaparece(m)...
Pedrógão grande é só um exemplo, a ser verdade, de "mas onde raio pára o dinheiro angariado"?
Ele não desapareceu como se não existiu. Todos, mas TODOS mesmo temos a consciência que ele está por aí, nas mãos de quem não deve enquanto quem precisa continua a ver "navios".
Quando me pedem dinheiro para alguma coisa, sou um pouco fria. De coração gosto de ajudar, mas gosto de ir aos sítios que precisam da ajuda ou às pessoas em causa. O dinheiro é algo fácil de fazer nosso quando cai em maus fáceis de se esquecerem de valores.
Isto é assim desde que, um dia, ali na zona do liceu onde andava, um miúdo se aproximou de mim, com uns chinelos de sola gasta e uns farrapos a transparecer o corpo magrela e me disse "dá-me um moedinha, estou cheio de fome". Eu dei. Não pensei duas vezes. Dei e apenas disse vai comer qualquer coisa.
Pouco tempo depois ao entrar no café que eu frequentava, o miúdo estava sentado à porta do café eu entrei e lá dentro estava a mãe a comer um hambúrguer.
Aquilo revoltou-me, porque foi fácil de perceber o que ali tinha acontecido.
Pedi um pão com queijo chamei o miúdo e dei-lhe.
Usou o filho para seu proveito.
Ficou-me. Jamais esqueci. Ficou a lição.
Toda uma atitude desprovida de valores, afectos, convicções e moralidade.
Não é disso que se trata quando se usam "vítimas" em prol de algo que não seja apenas e só a ajuda a elas?
Vou ser curta e grossa - e se calhar fazer nascer muitos esgares: nunca acreditei nessas contas, nessas chamadas, nessa solidariedade toda.
ResponderEliminarMuito menos quando vi os números chegar aos milhões.
"Dinheiro invisível", salvo situações que estou para conhecer, acabará sempre nos bolsos dos também ("espertamente") invisíveis.
Daí ter apoiado sim, mas em bens palpáveis que eu própria dei a quem sabia a caminho. A quem, como eu, é só cidadão comum e não gastou centenas, mas uma dezena, do seu orçamento. E mais do que dar para dizer, deu a sentir - fosse uma garrafa de água, um pedaço de pão ou uma peça de roupa.
Beijinho,
É muito complicado, às vezes o nosso coração mole trai-nos. Outras tantas vezes por essas mesmo, deixamos de acreditar em quem realmente precisa.
EliminarÉ muito triste, no fundo quem se aproveita das fragilidades de terceiros...
É por estas merdas que depois as pessoas são cépticas quando diz respeito a ajudar... triste mesmo. Essa história da mãe se aproveitar do filho também me revolve as entranhas, não seria capaz e vai totalmente além da minha compreensão.
ResponderEliminarMuito mesmo.
EliminarA frase do "o pior dos maus é desconfiar-mos dos bons" aplica-se muito bem a estes casos.
Não dá para perceber quem tem a coragem de se aproveitar dos outros para o seu bem.