A dois meses dos 30 e tal...
Assim como foi quase inevitável não pensar " É pá estou quase nos 30", agora quatro anos depois é também quase inevitável não pensar estou quase nos trinta e cinco. t r i n t a e c i n c o! Continuo a não estar triste com isso. Nada disso. Mas é algo incontornável e por isso pensa-se.
Eu gosto de fazer anos. Gosto de comemorar o meu aniversário. Aquele ano que a vida me dá é uma nova oportunidade, é uma bênção.
Continua a ser inevitável não pensar nas coisas se elas tivessem sido diferentes. Eu não sou de me arrepender mas tenho consciência que alterei muitos planos que tracei inconscientemente quando nada o fazia prever. Daí a ser inevitável pensar se as escolhas tivessem sido outras. Será que estava mais feliz? Ou não? Será que ainda aqui morava ou teria mudado de terrinha, de país quem sabe? Será que o meu trabalho era o mesmo ou que estava desempregada como infelizmente tantos? Será que tinha filhos? Será que já estava divorciada? É inevitável não me lembrar de conversas de há anos atrás em que imaginávamos um futuro, em que os 30 estavam lá longe (muito longe, fará os 34 e os 35!), lá na idade adulta, de responsabilidades, de outras vidas, de famílias, de caminhos traçados, de quase acabadinhos de todo(ahah).
Era e é. Acima dos trinta já foste.
Mas depois chegamos cá. Chegam os trinta. Os trinte e um e mais... e a coisa não é bem assim. Eu pelo menos não a sinto.
Não me venham com tretas, dizer que tenho 29 anos não é a mesma coisa que dizer que tenho 30. O Karma é bem diferente. Não digo que seja pior ou melhor, diferente apenas.
E eu rio-me imenso com as observações feitas há uns anos atrás. Aquela ingenuidade de pensar que a norma será dentro daquele "espaço" dado pela vida. Pelo futuro mais ou menos alinhavado - ainda bem - a rascunho.
Agora que os 30 passaram. Chegando aos trinta e tal não sinto aquele peso da fase, até porque me sinto bem conforme estou. Agora a dois meses dos trinta e tal... é pá dá saudade de muita coisa que ficou para trás ao mesmo tempo que tantas outras parece que pertencem a um passado longínquo. Agora a dois meses dos 30 e tal há objectivos que não vou cumprir que gostava de ter feito e outros há que cumpri que não idealizei. Tenho a noção que depois dos 18 isto passou mesmo a correr. Mesmo. Não encontrei o príncipe encantado, não construi a minha própria família, ainda não fui mãe. Não estou monetariamente estável, não entrei numa igreja vestida de branco e saí de aliança na mão. Há coisas que nunca sonhei e me passam ao lado, logo não me fazem falta mas outras há que a dois meses dos trinta e cinco me fazem falta. Aos quase trinta e cinco noto mais a idade que os que amo têm, inevitavelmente mais velhos e isso sim, começa a ganhar imenso peso. Mas a vida é isto. Não me sinto pior que os vintes, pelo contrário. É certo, não tenho o mesmo corpo, tenho muito mais rugas, flacidez, marcas, celulite. Tenho mais uns dez quilos que quando cheguei aos trinta. Sou muito mais #MariaTexuga. Mas estou muito mais bem resolvida. Confiante e segura. Sorrio imenso. Estou serena. Continuo a gostar mais de me ver com a pele morena que com esta cor lula deslavada, mas isso já acontecia nos vinte! E sou uma apaixonada pela vida. E o melhor de ter esta capacidade de me rir de mim própria é lembrar-me vezes sem conta de conversas, expressões, de ideias, ideais, de quando andava bem longe dos trinta's e saber que agora que aqui estou tudo é tão diferente. Tudo é tão sentido de maneira diferente e que independentemente de tudo, não há um peso. Aos trinta e tal mudam os anos a mais. E há sim, a essência da idade e a experiência.
Digo eu, solteiríssima e que muitas vezes só observo mentes pequeninas de amendoim ao me olharem de cima a baixo fazendo teias de enredos naquelas cabeças sobre o (ainda) estar solteira.
Esta sou eu - "olha-me aquela trintona". Oh yeah! It's me and I'm ok about that! - é mais ou menos isto. Sentido. Em bom! ♡
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Também já tenho 36... e tudo bem!!! Uns 36 repletos de aprendizagem e experiência... isso é que realmente importa!!!!
ResponderEliminarÉ que é isso mesmo.
EliminarUm crescer aprendendo ;)
Vou fazer quarenta.😵
ResponderEliminarSério? Não diria ;)
EliminarSao os genes. 😁
EliminarÓptimo :D
Eliminar32.muitas dúvidas na cabeça
ResponderEliminarDúvidas?
EliminarTemos sempre. Não se podem é tornar medos, porque os medos é que nos amarram as pernas de caminhar.
Foi mais ou menos o que senti o mês passado ao chegar aos 30. Acho que é inevitável. Mas é bom que te sintas bem contigo mesma. Devia ser assim com toda a gente. Infelizmente, nem todos conseguem aceitar bem a passagem do tempo. Sim, dá-nos uma certa nostalgia... eu tenho muito disso! Mas há que saber aceitar e saborear o que cada fase da vida nos traz. E quer-me parecer que é mesmo isso que fazes.
ResponderEliminarAinda bem que transmito isso :)
EliminarSim, tento saborear tudo, até estas fases que nos deixam dúvidas, perguntas sem resposta, pensamentos existenciais... tudo faz-me aprender a gostar cada vez mais de mim, do meu caminho. Para assim poder ser melhor pessoa para com os outros e aproveitar a vida.
Com serenidade. Coisa que aos vinte me faltava!
Estou quase nos 30 e sinceramente é uma idade que me assusta nso a idade em si mas o que falas de ver os que nectidridm mais velhos a idade a avançar é o fim mais próximo não tenho grande relacso com a minha família mas sendo eu infelizmente dependente assustam e a finitude mass assistance sinda msis a solidão em que vivo e que só vejo piorar com o passar dos anos não ei se também a tu a sentes de eusbdo em vez nso Julho os solteiros apenas me faz co fusão cono alguém co segue ser feliz soxinho porque eu não consigo mas o mal está em mim sei-o muito bem tu estás certissima so pergunto então é a solidão cono e a solidão com o passar dos anos?
ResponderEliminarEu não sinto solidão Nuno. E tentei sempre contornar isso em todas as fases da minha vida. Que nunca foram sempre boas. No fim de relações é talvez a parte em que pude sentir solidão, pelo desgaste, pelo final de algo que se criou hábitos ou pelo simples facto de aquela pessoa não estar mais ali. De resto tento sempre ser feliz com a pessoa que sou, não me sentir sozinha mesmo quando estou completamente sozinha. E tenho nos meus, família e amigos tudo o que preciso para não me deixar cair na solidão. Eu não sei o dia de amanhã. E sinceramente não penso muito nisso, se continuarei sozinha ou não. No entanto garanto que vou sempre acreditar em contornar fases menos boas que todos temos.
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ResponderEliminarQuase nos 33 e adoro a serenidade e confiança dos 30.
Adoro fazer anos e não tenho medo de envelhecer, mas sim de ver os outros envelhecer.