Do acreditar. Chegar e manter o Norte com garra.
[ Fotografia na internet por Estela Silva/LUSA ]
Às vezes olho o Porto na liga dos campeões e fazem-me lembrar as típicas mulheres do norte. As que vão lá dar o corpo às balas sempre com determinação e sem medo. As que fazem rodar a baiana, batem o pé e tanto aplaudem como "mandam casa abaixo" se lhe calcam os calos. É verdade e coração.
O FCPorto é o clube português até à data que vai lá com tudo o que é para ir. E ontem foi difícil mas foi estrategicamente bem delineado pelo mister e concretizado.
O Porto não teve muita bola, mas não foi por isso que jogou mal, aliás jogou tanto que não deixou o Arsenal criar oportunidades. Nós vimos de uma fase má, mas o Arsenal que vem de um historial de muitos golos marcados teve o seu primeiro remate à nossa baliza aos 32 minutos, desenquadrado. Não criaram oportunidades claras com a bola parada onde são muito fortes.
Nós fomos os primeiros a criar oportunidade e mesmo não finalizando mostramos para o que íamos.
Vi um Otávio que há uns dias jogava no Famalicão a ir pela primeira vez à Liga dos Campeões, titular e a não mostrar medo e foi ele que, percebeu para onde passar a bola para o fantástico golo (golaço) do Galeno ali mesmo ao fechar do pano. É preciso ver o golo que foi mesmo do caraças. Que bonito foi. E pôs todo um estádio efusivo. Mais uma vez, Diogo Costa mostra sempre aquela frieza necessária para um jogo onde não se é o favorito e onde a cabeça tem que se fazer sentir tanto como o coração. Varela cumpre muito bem o lugar deixado pelo Uribe e consegue defender muito bem o seu meio campo. Francisco Conceição consegue desequilibrar sempre que pega na bola. Wendell fez um jogo muito bom e isso notou-se na sua substituição que deixou tudo em campo. E o Pepe, que passou a ser o jogador (à excepção de guarda-redes) mais velho a jogar na Liga dos Campeões na fase dos oitavos-de-final e sempre com a garra de quem tem orgulho de ser portista.
Parabéns aos jogadores e os Parabéns ao Sérgio porque soube ler o jogo deles estudar a melhor estratégia e passar essa mesma estratégia aos jogadores que não só a cumpriram dentro de campo como conseguiram aquilo que queriam. Uma vitória.
O jogo lá não será fácil e daí o Sérgio "arriscar" na substituição, pelo menos com a do Nico pelo Iván Jaime porque era ali, em casa que poderíamos fazer a diferença, como fizemos.
Parabéns [meu] Porto. Contra tudo e contra todos, somos nós que estamos lá a jogar com os melhores 💙🤍
F.C. PORTO 1 x 0 Arsenal (1ª mão dos oitavos de final da Liga dos Campeões)
...e Arouca aqui tão perto.
ResponderEliminarOntem esteve sol e hoje chove. Quem sabe, amanhã volte o sol.
Já os oitavos da liga dos Campeões não estão assim tão perto para todos.
ResponderEliminarO meu comentário não teve qualquer ironia. Apenas para relativizar estas coisas do futebol, que tal como o tempo também é de luas e humores.
ResponderEliminarCumprimentos.
Por norma aqui, quando os comentários são de futebol há mensagens muito pouco lineares para se lerem nas entrelinhas, mas tem razão, normalmente são de "anónimos".
ResponderEliminarO que é preciso mesmo é relativizar, primeiro é só um jogo de futebol, a bola continua a ser redonda e ela pode perfeitamente pender para um dos lados, assim como o tempo o nosso humor e os caminhos da vida.
Obrigada pela visita. Cumprimentos.
Comentei com uma amiga que apesar do que se passa no FCP, a equipa foi o exemplo de que não se deixa afectar pelo que se passa nos bastidores.
ResponderEliminarE os Dragões continuam na Liga dos Campeões.
"Wendell fez um jogo muito bom e isso notou-se na sua substituição que deixou tudo em campo"
ResponderEliminarTambém reparei.
Wendell esfregou-se tanto no chão, caiu tanto, passou tanto tempo deitado no relvado, caía, parecia que ia morrer, era assistido, levantava-se. Na jogada a seguir caía [o resultado estava 0-0] era assistido, erguia-se, voltava a cair. Na altura pensei que estava a "queimar tempo" mas não , espalhava parte dele no relvado, a garra , a alma de dragão.
Deixou tanto em campo que quando foi substituído [estava 0-0] foi como se o FC Porto tivesse ficado a jogar com mais um.
Excelente análise, parabéns pelo destaque.